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A SAUDADE É A NOSSA ALMA DIZENDO PARA ONDE ELA QUER VOLTAR...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Lista de presentes de verão (dias de desaniversário)


Quero:

-sal na pele e sol no peito,
-gaivotas,
-chuva de estrelas,
-morenar,
-viagens de carro com músicas de um filme inventado,
-parvoíces e tonterias,
-sandes de atum (várias),
-olhares entre nós que sejam rios que sabem onde desaguam,
-mares que brilhem à luz da lua,
-amigos que apareçam do nada para abraços bons,
-os teu olhos cada vez mais verdes,
-parar e respirar,
-fotos no escuro,
-conversar sem dizer nada,
-conversar para dizer tudo,
-sumos de fruta,
-Peniche e as Berlengas sempre perto,
-descomplicar,
-toalhas de praia estendidas lado a lado,
-pernas entrelaçadas apesar do calor sufocante,
-um futuro de promessas feitas num dia de chuva,
-um ano inteiro de verão,
-gelados de máquina que já estão a derrreter enquanto se enrolam no cone,
-acordar,
-rir das outras pessoas,
-que se riam de mim,
-flores vermelhas em todos os jardins,
-vento que me afague a cara,
-boas notícias num telegrama cantado,
-...te.

domingo, 28 de junho de 2009

"REFÉNS"

Lenore: O ânimo educa-se, Bacigaluppi. E a perseverança afia-se com um aço muito fino.
"Reféns"; Daniel Jonas
First step is over... Now it's all about enjoying the show, folks!
And we're proud.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Coffee and Cigarettes

Às vezes tenho vergonha de mim quando não apago bem um cigarro... e ele fica ali a fumegar, a fumegar e a fumegar... e a queimar, a queimar e a queimar todos os outros que estão no cinzeiro.
E nunca reparo a tempo, só quando o cheiro a filtro ardido me entra pelas narinas adentro é que o botão de alarme se aciona. Mas, aí já é tarde demais, quando me apercebo e volto a olhar para o cinzeiro já alguém está de dedo em riste a preparar-se para fazer o que eu não fiz bem, com aquela cara torcida, que até os fumadores empedernidos fazem quando têm de apagar o que não esteve na boca deles, mesmo que sejam nossos amigos e não tenham nojo nenhum de nós em qualquer outra situação.
Fico com vergonha de não ter feito bem... pronto... não consigo evitar.
Sou tão pouco compreensiva comigo mesma...
P.S.: Avisem se eu fizer essa cara ao apagar o cigarro de outra pessoa que se esqueça; é uma cara horrível.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Humm....


I feel a vintage "naugthy-girl" coming on!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

La Princesse Insensible Opening Song

Obrigada Senhor Granja!
Até já

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Breve...

Isto andava em baixo de inspiração para a escrita...
Falta de tempo, falta de vontade, falta de paciência, falta de vontade de dizer coisas, falta de voz, falta de tristezas, falta de grandezas, falta de necessidade, falta de sei lá bem o quê. Ou excesso de tudo...
"Ou coisa que o valha" (só para te irritar e tu sabes quem és e que adoro os teus ohos verdes, a tua alma e as tuas mãos de ouro em mim!)
Mas, voltei a sentir um ventinho aqui na orelha, uma voz que me sussurra umas coisas que apetece pôr em "papel" de carta e "mandar" aos amigos...
Adoro este formigueiro nos dedos!

Está para breve...

quinta-feira, 23 de abril de 2009

sábado, 27 de dezembro de 2008

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

So long Miss Betty!


R.I.P.

Love and kisses for ever...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pérolas de sabedoria I*

Faz-me um bôbo que eu faço-te um bebé!


*Maravilhas da expressão portuguesa até agora desconhecidas por mim

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

5 meses e 10 anos

"I wanna hurry home to you
put on a slow, dumb show for you
and crack you up
so you can put a blue ribbon on my brain
god I’m very, very frightened
I’ll overdo it
You know I dreamed about you
for twenty-nine years before
I saw you
You know I dreamed about you
I missed you
for twenty-nine years"
Slow show


Pois

Era assim e já não é.
Era tudo tão azul e com o rio pelo meio e com os barcos ao fundo e com a cidade ao longe.
E já não é.
Era só Lobo Antunes massacrado num sussuro de cegueira em Murakami, que se meteu pelo meio sem a isso ser convidado, por isso o que foi deixou de ser.
Era um jantar estranho, regado com vinho doce e batatas amarradas em cara hirsuta e elas estragaram a noite e já não é.
Podia ser uma coisa, até podiam ser duas (lá por isso!), e já não pode ser.
E depois? Shit happens.
Era uma noite fria que pedia agasalho e pantufas e tolices e amêndoas de Páscoa, mas acabaram e deixou-se de ser.
Era assim e depois foi outra coisa e que se lixe, the show must go on, com um coro diferente que saiba ser assim-assim, sem ser aquilo que já não é.
Assim como quem não quer a coisa que pede, mas já pediu, a cena podia ter sido mais dramática, mas nunca foi.
O que foi já lá vai, Badajoz à vista sem contrabandista, morre a mística do que nunca é.
Era assim e depois não é.

O Presente de Natal...

Quem dá à menina?